quinta-feira, 1 de maio de 2008

Espiritismo Online

Um site interessante que fala de espiritismo de uma forma bem simples e segura, passei algumas horas lendo e quanto mais eu lia mais queria ler. Se você também se interessa pelo assunto e quer saber mais, clique no link e visite. Eu já adicionei aos meus favoritos.

Espiritismo Online

Hoje em dia são freqüentes esses sites, a cada ano que passa o espiritismo arrebanha mais e mais adeptos. Talvez eles não encontrem respostas para suas perguntas em outras filosofias e religiões, ou as que fornecem não os satisfaçam plenamente.
Foi o que aconteceu comigo, cansada de ouvir sempre as mesmas respostas que não explicavam nada na igreja católica, resolvi partir pra procurá-las em outras religiões e filosofias. Freqüentei de tudo: umbanda, mórmons, congregação cristão do Brasil, e outras tantas. Até budismo e seicho-no-ie eu fui conhecer, em busca de respostas.
Mas essas respostas só começaram a aparecer e fazer sentido quando me deram para ler "O livro dos espíritos" de Allan Kardec, que eu recomendo, se você ainda está em busca de respostas.
Um livro direto e esclarecedor, não tem entrelinhas, está tudo ali, preto no branco. É escrito mesmo em forma de perguntas e respostas, de forma que é mais fácil de encontrar o que procura do que no Google.
Se você ainda tem perguntas que não foram satisfatóriamente respondidas, compre um exemplar, empreste de um amigo ou procure na Internet. Garanto que sua visão do mundo e de nossa vida aqui mudará consideravelmente.

(zailda mendes)

domingo, 27 de abril de 2008

Manifestações do outro lado

Acredito que as pessoas que já se foram continuam habitando esse mesmo mundo, apenas estão em outra dimensão e nem todos podem vê-los. Acredito também que nem todos os que podem vê-los têm consciência do que estão vendo.

Muitas vezes aconteceu comigo de estar entre muitas pessoas e não saber quais delas são dessa ou de outra dimensão. E você? Quando está rodeado de outras pessoas, sabe quais delas pertencem a esse mundo, e quantas delas já o habitaram mas não estão mais entre nós? Sabe diferenciá-las umas das outras? Como?

(zailda)

domingo, 20 de abril de 2008

Inspiração

Acho muito interessante a forma como me vem a inspiração para escrever. Muitas vezes acordo com um assunto na cabeça, às vezes até um  texto completo. Já me aconteceu de escrever textos e poemas inteiros durante a noite e ao acordar dou com eles ali, sem me lembrar de tê-los escrito. Não sei se os escrevo dormindo ou se acordo apenas para colocar pra fora o que me vai na cabeça e depois não me lembro.

Há fases em que essa inspiração me assalta muito mais, houve até uma ocasião em que escrevi cerca de 100 poemas em 3 dias. Eu me sentia como que tomada pela inspiração e não conseguia fazer nada mais que escrever, até comer eu comia escrevendo, levantava várias vezes à noite para botar no papel o texto que tinha na cabeça e passava muitas e muitas horas escrevendo freneticamente.

Em outras ocasiões eu escrevia crônicas uma depois de outra e só conseguia dormir depois de esvaziar a cabeça de todas as idéias que haviam se formado.

Acho interessante a forma que a inspiração me atinge, por vezes me abandona por meses ou anos e posso ficar sentada horas a fio tentando escrever alguma coisa que não sai absolutamente nada.

Imagino que a forma de me inspirar tem alguma coisa de espiritual, acho que estou em sintonia com outros espíritos que me assopram o que devo escrever ou coisa assim, e se não consigo a conexão, nada feito.

(zailda mendes)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Sonho repetido

Durante muitos anos eu tive o mesmo sonho que acontecia sempre da mesma maneira. E depois dele eu sempre acordava com a impressão de que ele era mais real que meu quarto e as coisas que estavam a meu redor. Eu ficava tão atordoada que demorava a perceber que era apenas um sonho, de tão real que era.

Nesse sonho eu estava com roupas antigas, vestidos que iam até o chão e tomava conta de 4 crianças. Elas corriam ao meu redor e quando eu ia tirar água de um poço elas corriam e entravam em um barracão de madeira e subiam por uma escada que lá havia.

Minha reação era de desespero, eu jogava o balde de água no chão e corria atrás delas, chamando-as num idioma que se parecia com holandês. Eu subia a escada atrás delas e entrava num aposento. A princípio não se via nada pois estava em quase total escuridão. Aos poucos eu via uma criança de dentes pontiagudos e desiguais cujo sorriso mais parecia uma careta de dor. Ela estava amarrada a uma cama de madeira que se parecia a um tablado e as janelas do aposento estavam fechadas e lacradas com pedaços de madeira. Um pequeno lampião estava ao lado da cama, única fonte de luz do lugar.

Eu parava ao lado das crianças, aterrorizada, e elas após um primeiro momento de indecisão aproximavam-se da cama, estranhando a figura tão grotesta. Meu coração batia descompassado e eu tratava de reunir as crianças para tirá-las de lá, mas elas começavam a correr ao redor da cama para fugir de mim, numa brincadeira comum de crianças. A criatura amarrada à cama parecia divertir-se com aquilo e soltava risos que demonstravam seu retardo mental.

Aproximando-me percebi que as correias entravam em sua carne, deixando muitas marcas em vários estágios de cicatrização. Também senti um cheiro horrível de excrementos, a criança deveria fazer suas necessidades na própria cama e ninguém se encarregava de limpá-los. Fugi dali, enojada, finalmente arrastando as crianças comigo à custa de brados e ameaças.

Porém ao sair do quarto uma delas esbarrou no lampião próximo à cama da criança e logo as chamas começaram a se esparramar pelo quarto. Fugi com meus pupilos escada abaixo, abandonando a criatura à própria sorte. Já no final da escada ouvia seus gritos (mais parecidos a urros de animal), e deduzi que as chamas já haviam chegado à sua cama.

Já ia saindo do barracão quando me dei conta de que aquela criatura, mesmo apresentando a forma que mais se assemelhava à de um animal, ainda assim era um ser humano e sobretudo era uma criança e portanto eu não poderia permitir que morresse abandonada à sua sorte.

Subi novamente as escadas pulando os degraus de dois em dois, mas quando abri a porta do quarto já as chamas e a fumaça o haviam tomado totalmente, não se via nem a criança nem nada mais, o fogo já tomara completamente o aposento.

Nesse ponto eu sempre acordava desesperada e mesmo depois de bem acordada ainda podia sentir o calor do fogo e o cheiro da fumaça por algum tempo, chegava a abrir a janela para que o ar fresco varressem essa sensação.

Tive esse sonho durante anos e anos a fio, dos 13 anos (logo que comecei a desejar um dia adotar um filho) até a noite anterior à chegada do Alan em casa. O fato de eu ter 4 crianças comigo também é sugestivo porque além do Alan eu tenho outros 4 filhos, que não foram adotados.

(zailda mendes)

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