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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sonho ou realidade?

Muitas vezes sonhamos e depois conseguimos nos lembrar perfeitamente, a ponto de contarmos nossos sonhos com detalhes. Mas algumas dessas vezes o que contamos não é um sonho, só que não nos damos conta disso.

Quando dormimos nosso espírito pode sair e movimentar-se à vontade, sempre preso ao nosso corpo terreno. Em espírito, podemos conversar com outras pessoas, que estão ainda encarnadas ou que já passaram para outros planos espirituais.

Aprendi a diferenciar entre uma coisa e outra. Um sonho é algo sem nenhum sentido, estamos sentados em um lugar e depois já estamos em outro, estamos dormindo e estamos voando, comemos um sanduíche que se transforma num pássaro e de repente sai voando, ou fala conosco.

Quando nosso espírito está viajando fora de nosso corpo há uma lógica. Chegamos, entramos, sentamos, começamos uma conversa com alguém. Há início, meio e fim, tal como acontece quando estamos acordados.

Portanto quando você lembrar-se de um sonho que era muito "real" porque as coisas aconteciam dentro de uma lógica natural, pode ter certeza: não foi um sonho.

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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Despedidas

Minha sogra tinha mais de 90 anos e muitos problemas de pressão quando seu filho caçula morreu repentinamente de ataque cardíaco. Os outros filhos, consternados, não sabiam como contar a ela, temendo que a notícia fosse demais para ela. Meu marido na época, que é enfermeiro, levou um aparelho de medir pressão, chamou um médico para acompanhá-lo e pediu que deixassem uma ambulância na porta da casa de sua mãe.

Foram os 5 filhos dela à sua casa e a chamaram à sala, dizendo que tinham algo a contar a ela. Ela disse simplesmente, numa calma que assustou a todos:

- Não precisa me contar nada, eu já sei. Foi o Carlão, não é? Sonhei com ele essa noite. No sonho ele batia na janela do meu quarto, eu abri e ele me pediu que lhe passasse uma roupa branca. Passei uma calça e uma camisa brancas, entreguei a ele pela janela e ele me disse: "Tenho que ir agora, mãe. Até qualquer dia."

(zailda coirano)


domingo, 18 de maio de 2008

Sonho ou realidade?

Todos sonhamos enquanto dormimos, mesmo se não nos lembramos de ter sonhado. E a característica principal do sonho é a falta de lógica. Num momento estamos voando, no outro comendo um pedaço de bolo. Estamos num lugar onde não nos lembramos de ter entrado e a seguir já estamos em outro lugar. Pegamos uma maçã que logo se transforma em uma cobra. Os psicólogos dizem que os sonhos são mensagens de nosso inconsciente e tentam interpretá-los.

Mas às vezes chamamos de "sonho" algo que não é sonho, fatos que aconteceram realmente. Nessas ocasiões nosso espírito se liberta de nosso corpo físico e se conversamos com alguém que já se foi, essa conversa tem princípio, meio e fim. É comum acordarmos com a sensação de que essa conversa era real, que de fato aconteceu. E a verdade é que nossa sensação é a pura realidade.

Esses "encontros" são fáceis de identificar porque têm lógica, acontecem no "sonho" como aconteceriam na realidade como assim a conhecemos. Quando estamos em algum lugar nos lembramos de ter chegado. Se estamos em uma cadeira nos lembramos de ter sentado. E não acontecem coisas "mágicas" como coisas se transformando ou nos mudarmos de um lugar para outro como passe de mágica.

Quando você tiver um "sonho" assim, pode ter certeza de que não é sonho: realmente aconteceu.

(zailda coirano)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Sonho repetido

Durante muitos anos eu tive o mesmo sonho que acontecia sempre da mesma maneira. E depois dele eu sempre acordava com a impressão de que ele era mais real que meu quarto e as coisas que estavam a meu redor. Eu ficava tão atordoada que demorava a perceber que era apenas um sonho, de tão real que era.

Nesse sonho eu estava com roupas antigas, vestidos que iam até o chão e tomava conta de 4 crianças. Elas corriam ao meu redor e quando eu ia tirar água de um poço elas corriam e entravam em um barracão de madeira e subiam por uma escada que lá havia.

Minha reação era de desespero, eu jogava o balde de água no chão e corria atrás delas, chamando-as num idioma que se parecia com holandês. Eu subia a escada atrás delas e entrava num aposento. A princípio não se via nada pois estava em quase total escuridão. Aos poucos eu via uma criança de dentes pontiagudos e desiguais cujo sorriso mais parecia uma careta de dor. Ela estava amarrada a uma cama de madeira que se parecia a um tablado e as janelas do aposento estavam fechadas e lacradas com pedaços de madeira. Um pequeno lampião estava ao lado da cama, única fonte de luz do lugar.

Eu parava ao lado das crianças, aterrorizada, e elas após um primeiro momento de indecisão aproximavam-se da cama, estranhando a figura tão grotesta. Meu coração batia descompassado e eu tratava de reunir as crianças para tirá-las de lá, mas elas começavam a correr ao redor da cama para fugir de mim, numa brincadeira comum de crianças. A criatura amarrada à cama parecia divertir-se com aquilo e soltava risos que demonstravam seu retardo mental.

Aproximando-me percebi que as correias entravam em sua carne, deixando muitas marcas em vários estágios de cicatrização. Também senti um cheiro horrível de excrementos, a criança deveria fazer suas necessidades na própria cama e ninguém se encarregava de limpá-los. Fugi dali, enojada, finalmente arrastando as crianças comigo à custa de brados e ameaças.

Porém ao sair do quarto uma delas esbarrou no lampião próximo à cama da criança e logo as chamas começaram a se esparramar pelo quarto. Fugi com meus pupilos escada abaixo, abandonando a criatura à própria sorte. Já no final da escada ouvia seus gritos (mais parecidos a urros de animal), e deduzi que as chamas já haviam chegado à sua cama.

Já ia saindo do barracão quando me dei conta de que aquela criatura, mesmo apresentando a forma que mais se assemelhava à de um animal, ainda assim era um ser humano e sobretudo era uma criança e portanto eu não poderia permitir que morresse abandonada à sua sorte.

Subi novamente as escadas pulando os degraus de dois em dois, mas quando abri a porta do quarto já as chamas e a fumaça o haviam tomado totalmente, não se via nem a criança nem nada mais, o fogo já tomara completamente o aposento.

Nesse ponto eu sempre acordava desesperada e mesmo depois de bem acordada ainda podia sentir o calor do fogo e o cheiro da fumaça por algum tempo, chegava a abrir a janela para que o ar fresco varressem essa sensação.

Tive esse sonho durante anos e anos a fio, dos 13 anos (logo que comecei a desejar um dia adotar um filho) até a noite anterior à chegada do Alan em casa. O fato de eu ter 4 crianças comigo também é sugestivo porque além do Alan eu tenho outros 4 filhos, que não foram adotados.

(zailda mendes)

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